O que não me mata me torna mais forte

João é uma cara quebrado, tem 40 anos e vive com a mãe, aposentada, Dona Maria é uma senhora levemente amarga, não aguenta ver o filho encostada nela. João trabalha como freelancer em praticamente tudo, freelancer é melhor do que bico, na verdade, verdadeira, é a mesma coisa. Já fez de tudo, segurança de festa, boate, cassino ilegal, faxineiro, assistente de cozinha, de pedreiro, vendedor, bar tender, garçom.

Ultimamente João vem trabalhando muito como garçom em uma casa de swing perto da sua casa. Sempre quando o movimento aumenta ele é chamado para trabalhar. De inicio ficou todo animado com a possibilidade de ver sexo free, e ainda livrar uma grana, logo percebeu que o trabalho é como outro qualquer, e que o tempo que ele gasta limpando a goza dos outras não compensa os peitinhos circulando pela casa.

Domingo trabalhou até a amanhacer e segunda sentiu a gripe baixar em seu corpo, toda vez que espirrava um pedaço da sua alma deixa o corpo e o encosto do virus monta em seu pescoço. Sua mãe preocupada lhe faz um chá, lhe compra uns remédios. Passa uma semana, duas, João não melhora, sua mãe desconfia da doença de João, pergunta se ele não vai ao médico. João se levanta, se arruma e vai até ao hospital publico, fica 8 horas na fila e não é atendido, volta pra casa, continua a tossir e espirrar.

Ele vai até a macumba, pede para o pai lhe dar um passe, vai até o padre, ao pastor, o monge budista, esse menos ainda pode ajudá-lo. Sua mãe quase acreditando em sua doença paga uma consulta particular, e o médico fala algo que sua mãe logo desconfia, a gripe é piscológica. Mas como gripe piscológica, nunca ouvi falar disso.

Eles saem e mãe fala pra ele que talvez o problema seja a casa, e que é melhor ele se mudar. O outro dia ele acorda bem, diposto, João esta curado e a mãe, já sabe o novo remédio para medicina universal, Reversa.

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